TDAH: entenda os riscos de se autodiagnosticar pelas redes sociais e saiba como buscar ajuda adequada

  • 04/04/2025
(Foto: Reprodução)
Especialistas detalham que diagnóstico do TDAH deve ser feito por profissional capacidade e inclui série de testes criteriosos. Autodiagnóstico pode esconder outros problemas de saúde mental. Campinas registra aumento de 34,5% nos atendimentos a pessoas com TDAH O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ganhou visibilidade nos últimos anos. Hoje, quem tem a condição – caracterizada pela desatenção e atrasos no desenvolvimento acadêmico – pode ir às redes sociais compartilhar suas limitações e até orientar a sociedade sobre como lidar com elas. No entanto, esse recurso também tem preocupado especialistas: com a evidência na internet, tem mais gente se identificando com os sinais do TDAH e se autodiagnosticando só de ler relatos, as vezes, sem buscar ajuda médica. De acordo com especialistas ouvidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, o autodiagnóstico oferece riscos porque: pode estar errado, escondendo o diagnóstico certo e impedindo que a pessoa receba o tratamento adequado; pode levar a uma automedicação inadequada, o que acarreta em riscos para o desenvolvimento e a saúde do paciente. O diagnóstico do TDAH só pode ser feito por profissionais habilitados, como neuropsicólogos, psiquiatras e neurologistas, capazes de aplicar testes e avaliar o comportamento do paciente como um todo. Nesta reportagem, entenda como é esse processo, quais os riscos de se autodiagnosticar e porque a automedicação é perigosa nesses casos. Como é o diagnóstico de TDAH? O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento (saiba mais sobre a condição clicando AQUI). Pessoas com a condição podem ter baixa tolerância à frustração, comprometimento do desempenho acadêmico, comportamento desatento, entre outras características que precisam ser analisadas por um profissional habilitado. Dados enviados pela Secretaria de Estado da Saúde mostram que os atendimentos ambulatoriais por TDAH cresceram entre 2023 e 2024. Na região de Campinas (SP), o índice passou de 4.390 para 5.907 – aumento de 34,5%. Considerando todo o estado de São Paulo, o total foi de 78.292 para 83.363 no ano passado. LEIA TAMBÉM: Oito razões pelas quais os diagnósticos de TDAH estão aumentando TDAH pode ter sido uma vantagem evolutiva, indica estudo A busca por atendimento médico fez com que Angele Berdat, que hoje atua como criadora de conteúdo, recebesse a confirmação do TDAH ainda na infância. “Eu era inquieta dentro da sala de aula. Eu prestava atenção na sala, na professora, mas não demonstrava para ela que eu estava prestando atenção”. “Eu desenhava, andava, pegava papel e rasgava. É uma coisa muito angustiante viver com TDAH, porque você se distrai. Se eu sentar e pegar o celular, me distraio 24 horas com qualquer outra coisa. Tem que levar roupa para lavar? Coloco dentro da máquina e esqueço de apertar o botão e vou para outro lugar [...] a gente não consegue se desligar ”. Foram meses se consultando com psicólogos, realizando testes, exames e passando por uma série de avaliações comportamentais para, só então, chegar ao diagnóstico. Um processo longo e bastante criterioso. “Demora, pelo menos, um, dois anos, porque leva vários testes. Não é só o teste escrito, não é somente por perguntas. É por comportamento”. 🧠 Como buscar ajuda? A pessoa com sinais de transtornos mentais, como o TDAH, autismo, entre outros, deve passar por uma avaliação rigorosa. Somente após os testes e exames é possível concluir o causador dos sinais e encaminhar para um tratamento medicamentoso ou terapêutico. A recomendação é buscar apoio de profissionais da saúde mental. É possível se autodiagnosticar com TDAH? Apesar de muitas pessoas buscarem profissionais qualificados para chegar ao diagnóstico, há quem procure um caminho que parece mais fácil, mas é arriscado: o autodiagnóstico on-line. Não é difícil encontrar supostos testes sem embasamento científico, mas que prometem apresentar um resultado em questão de minutos. Os especialistas alertam que o diagnóstico de qualquer transtorno mental é muito mais complexo e cuidadoso, não podendo ser realizado de forma tão simples assim. A psicóloga Mariana Merlin, por exemplo, conta que boa parte de seus pacientes, atualmente, já chegam com um autodiagnóstico e a situação preocupa. “Pelos sintomas, todos nós somos desatentos em alguns momentos da nossa vida, somos agitados, somos impulsivos, mas não temos TDAH todos nós. A prevalência do TDAH gira em torno de 5% a 10%. A pessoa nasce com TDAH, não adquire [...], então a análise da história de vida da pessoa é extremamente importante”. “Ter acesso à informação é muito positivo, mas a gente precisa que a pessoa tenha a crítica, filtre. Posso dizer que a maioria dos casos que eu atendo hoje é esse trabalho de desconstrução do diagnóstico: ‘não é bem nisso, você tem desatenção, tem hiperatividade, mas é decorrente de outro fenômeno, que não o TDAH”, pontua. Quais os riscos da medicação para TDAH? Além do perigo do autodiagnóstico baseado em conteúdos na internet, os profissionais de saúde também compartilham uma preocupação com relação a automedicação. Além de atrapalhar diagnósticos corretos, essa prática também coloca em risco a saúde de quem usa remédios sem prescrição médica, como afirma o pediatra e hebiatra Sidney Brandão. “Com os efeitos colaterais, com a toxicidade dos medicamentos que a gente sabe que tem. Todos eles têm uma coisa boa e uma coisa ruim. O problema de você se automedicar, é que você pode pegar a criança normal e atrapalhar o desenvolvimento dela, porque o medicamento vai intervir no funcionamento intelectual”. “Ou você vai pegar uma criança que tem uma alteração e vai atrapalhar o diagnóstico e o tratamento porque está medicando sem necessidade”, completa. TikTok disse que você tem TDAH? Médicos alertam sobre falsos 'diagnósticos' de TDAH VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/04/04/tdah-entenda-os-riscos-de-se-autodiagnosticar-pelas-redes-sociais-e-saiba-como-buscar-ajuda-adequada.ghtml


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